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ASRS

Adult ADHD Self-Report Scale

6 itens · ~2 minutos · Kessler et al., 2005 · OMS

Aviso: Esta triagem não constitui diagnóstico médico. Os resultados são informativos e não substituem avaliação profissional.

O que é o ASRS

O ASRS (Adult ADHD Self-Report Scale) é um instrumento de rastreamento de TDAH em adultos desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde em colaboração com Ronald Kessler e colaboradores, publicado em 2005. A versão aqui utilizada é a Part A — os 6 itens de screening que compõem a triagem inicial.

O ASRS completo tem 18 itens, mas a Part A sozinha já tem alta capacidade preditiva. Ela foi projetada para uso rápido em atenção primária e triagem populacional — exatamente o contexto em que este site opera.

Por que o ASRS está aqui

TDAH é o principal diagnóstico diferencial do autismo em adultos — e também a comorbidade mais prevalente. Estimativas indicam que 50% a 70% dos adultos autistas também têm TDAH (o perfil combinado é chamado de AuDHD).

A sobreposição é clinicamente relevante: dificuldade de concentração, problemas com organização, inquietação e impulsividade podem ser atribuídos tanto ao TDAH quanto ao autismo — ou a ambos simultaneamente. Muitas vezes, o TDAH é diagnosticado primeiro (porque seus sintomas são mais externalizados e reconhecidos) e o autismo fica escondido por anos. O caminho inverso também acontece.

Incluir o ASRS na bateria permite ao profissional mapear se há um componente de TDAH no quadro — o que muda significativamente o plano de manejo.

Como funciona o scoring

O ASRS Part A usa um sistema de pontuação diferente dos outros instrumentos desta bateria. Em vez de somar pontos, ele usa o método das caixas sombreadas (shaded boxes):

Cada item tem um limiar específico. Para os itens 1 a 3 (relacionados a desatenção), a resposta é positiva se você respondeu a partir de "algumas vezes". Para os itens 4 a 6 (relacionados a hiperatividade/impulsividade), a resposta é positiva a partir de "frequentemente" — o limiar é mais alto porque algum grau de inquietação é comum na população geral.

O rastreamento é considerado positivo se 4 ou mais dos 6 itens caem na faixa sombreada. Esse método foi calibrado para maximizar a concordância com diagnóstico clínico de TDAH.

**AuDHD**: quando TDAH e autismo coexistem

O perfil AuDHD (autismo + TDAH) é mais comum do que qualquer um dos dois isoladamente em populações clínicas de adultos. A experiência é distinta: a pessoa pode oscilar entre hiperfoco intenso (autismo) e dificuldade de manter atenção (TDAH), entre necessidade de rotina (autismo) e impulso de quebrar rotinas (TDAH), entre evitação social (autismo) e busca impulsiva de estímulo social (TDAH).

Essas tensões internas são confusas e frequentemente levam a diagnósticos parciais. Uma pessoa com AuDHD que só recebe diagnóstico de TDAH pode ser medicada com estimulantes que ajudam a atenção mas aumentam a sobrecarga sensorial. Uma pessoa que só recebe diagnóstico de autismo pode ter suas dificuldades executivas subestimadas.

Mapear os dois perfis simultaneamente permite intervenções mais precisas.

Limitações

O ASRS Part A é um instrumento de triagem, não de diagnóstico. Um rastreamento positivo indica que investigação mais aprofundada é justificada — não que você tem TDAH.

Como todo instrumento de autorrelato, ele depende de autopercepção. Adultos com estratégias compensatórias muito desenvolvidas (comum tanto no autismo quanto no TDAH de predomínio desatento) podem subestimar a frequência dos sintomas porque aprenderam a contorná-los.

O ASRS também não diferencia TDAH primário de dificuldades atencionais secundárias a depressão, ansiedade, privação de sono, ou burnout autista. Essa diferenciação requer avaliação clínica.

Referência: Kessler, R. C., Adler, L., Ames, M., et al. (2005). The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS). Psychological Medicine, 35(2), 245–256.

6 questões · ~2 min · 100% anônimo